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Canetas emagrecedoras no SUS: governo ainda não definiu custo nem data

Canetas emagrecedoras no SUS: governo ainda não definiu custo nem data
Imagem: Reprodução/Youtube

As canetas emagrecedoras anunciadas pelo governo federal para distribuição gratuita no SUS ainda não têm preço, público-alvo ou data para começar a ser oferecidas. Apesar do anúncio feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a medida depende de estudos, avaliação de incorporação ao sistema público e definição de um protocolo clínico. O próprio Ministério da Saúde ainda trabalha nos critérios que deverão determinar quem poderá receber os medicamentos.

Lula anunciou a intenção de oferecer os remédios gratuitamente a pessoas com obesidade durante uma agenda em Montes Claros (MG), em 17 de setembro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta prepara um protocolo para estabelecer o uso responsável dos medicamentos. Uma das possibilidades avaliadas pelo governo é atender pacientes com obesidade que aguardam por cirurgia bariátrica.

Canetas emagrecedoras ainda não têm custo definido

O impacto financeiro é um dos principais pontos em avaliação pelo governo. Segundo a Gazeta do Povo, cálculos anteriores precisam ser atualizados diante das mudanças no mercado brasileiro, especialmente após o fim da patente da semaglutida, em março de 2026. Desde então, aumentou o número de medicamentos registrados e alguns produtos passaram a ser vendidos por preços até 70% menores.

No ano passado, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) havia rejeitado a incorporação de medicamentos à base de semaglutida para um público mais amplo. Uma estimativa citada pelo UOL apontava impacto de até R$ 6,8 bilhões em cinco anos. Com a redução dos preços, o governo voltou a analisar a viabilidade econômica da medida, mas a eventual incorporação não está prevista no Orçamento de 2027.

Mais da metade dos remédios judicializados já deveria estar no SUS
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Público e distribuição ainda dependem de estudos

O Ministério da Saúde também ainda não definiu quais pacientes terão direito ao tratamento. Um estudo conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, acompanha 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças. A pesquisa pretende avaliar o uso da semaglutida e ajudar na definição dos critérios para uma eventual oferta.

Também não existe uma data definida para a distribuição nacional. A análise da Conitec é uma das etapas necessárias para incorporar uma nova tecnologia ao SUS, e o órgão pode levar até 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90, para apresentar um parecer após ser provocado. Depois disso, ainda será necessário estabelecer o protocolo de uso e definir como estados e municípios participarão do financiamento.

Assim, embora o governo tenha anunciado a intenção de disponibilizar gratuitamente as canetas emagrecedoras, a implementação ainda depende de decisões sobre custo, critérios de acesso, financiamento e cronograma. Esses pontos precisarão ser definidos antes de uma eventual distribuição em escala nacional.

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Marco Antonio Costa
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