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Direita brasileira: The Economist diz que “era do PT” acabou

Direita brasileira: The Economist
Foto: Evaristo Sa/AFP

A direita brasileira ganhou força nas eleições de 2026 e levou a The Economist a afirmar que a “era” do PT chegou ao fim. Em editorial publicado nesta terça-feira (6), a revista britânica classificou o Brasil como um país de direita.

A análise considera o resultado do primeiro turno, realizado no domingo (4). Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente e avançou ao segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Direita brasileira ganha espaço, diz revista

A direita brasileira, segundo a publicação, avançou após décadas de predominância do PT na política nacional.

A revista afirmou que o partido dominou grande parte do último quarto de século. Nesse período, a legenda teria consolidado uma aliança de esquerda formada por sindicalistas, católicos progressistas e acadêmicos.

A publicação também destacou o resultado do PL nas eleições para o Congresso. Segundo a revista, o partido passou a ter a bancada parlamentar mais poderosa desde a Constituição de 1988.

A The Economist citou ainda a força do PL em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntos, os três estados respondem por mais da metade do PIB brasileiro.

Direita brasileira: The Economist
(Foto: André Borges/EFE)

Revista aponta desafios para os Bolsonaro

A publicação avaliou que a nova composição política pode abrir espaço para mudanças nas contas públicas. Na análise da revista, cortes de gastos poderiam conter o endividamento e reduzir os juros.

A direita brasileira, porém, também foi alvo de críticas no editorial. A The Economist afirmou que os Bolsonaro demonstrariam pouco interesse em reduzir despesas públicas no curto prazo.

A revista também apontou risco de aumento da polarização política. Segundo a publicação, o cenário poderia gerar pressão sobre instituições democráticas e ampliar conflitos culturais.

O editorial citou ainda promessas relacionadas à situação de Jair Bolsonaro. Também mencionou críticas de candidatos ao Senado a ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ao final, a revista afirmou que os brasileiros têm motivos para rejeitar o PT. Ao mesmo tempo, declarou preocupação com os possíveis caminhos dessa rejeição.

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Marco Antonio Costa
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