O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, após o anúncio de uma apuração sobre possível influência estrangeira na democracia brasileira, divulgado no dia do primeiro turno das eleições. A defesa questiona o momento da divulgação e alega que a repercussão do caso poderia interferir na disputa eleitoral e favorecer o PT.
Defesa pede investigação sobre conduta do diretor da PF
Flávio solicitou que o Ministério Público Eleitoral conduza ou acompanhe as apurações sobre a atuação de Rodrigues. Entre as medidas requeridas estão o acesso a documentos da Advocacia-Geral da União (AGU), da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR), além do depoimento do diretor-geral.

O questionamento tem como foco a divulgação pública da suspeita durante a votação. A defesa do senador sustenta que o episódio poderia associar a campanha do candidato a iniciativas estrangeiras destinadas a influenciar o cenário político brasileiro.
Reportagem sobre financiamento dos EUA motivou apuração
O caso começou após uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre o repasse de US$ 1 milhão pelo governo dos Estados Unidos a um projeto voltado a contestar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Diante das informações, a AGU encaminhou o caso às autoridades para verificar possíveis irregularidades envolvendo financiamento estrangeiro de iniciativas políticas no Brasil.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, compartilhou a reportagem nas redes sociais e afirmou que havia projetos políticos no país buscando apoio externo para confrontar a República. A campanha de Flávio interpretou a publicação como uma possível associação do candidato a iniciativas estrangeiras.

PF arquivou análise preliminar três dias depois
No dia do primeiro turno, Andrei Rodrigues informou que a Polícia Federal havia recebido uma representação da AGU e encaminhado o material à Diretoria de Inteligência. Na ocasião, explicou que o caso passava por análise preliminar, sem abertura formal de inquérito.
Na mesma data, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, declarou que não havia indicativos concretos de interferência internacional no processo eleitoral.
Três dias depois, a Polícia Federal arquivou a apuração preliminar. Segundo a corporação, não havia elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito.





