O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou sua participação no debate da TV Globo à autorização do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico. A discussão ganhou novos contornos depois que Flávio apresentou condições para aceitar a proposta, incluindo a divulgação de informações relacionadas a assessores, equipes de segurança e empresas ligadas aos filhos do presidente.
Lula usa abertura de sigilos como condição para debate
Durante um ato de campanha em Juazeiro, na Bahia, na terça-feira (20), Lula afirmou que só participaria do debate marcado para sexta-feira (23) se Flávio autorizasse formalmente a abertura dos dados. “Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate”, declarou o presidente, que também chamou o adversário de “ladrão”.

A iniciativa foi apresentada após o debate da TV Band, realizado no domingo (18). Na segunda-feira (19), a campanha petista protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento autorizando a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas de Lula e de familiares, referentes aos últimos oito anos, desde que Flávio aceitasse fazer o mesmo.
A autorização também inclui a primeira-dama, Janja Lula da Silva, os cinco filhos do presidente e empresas vinculadas aos candidatos.
Flávio impõe condições e Marçal cobra dados do governo
A campanha de Flávio autorizou a abertura dos dados solicitados por Lula, mas condicionou a medida à ampliação do compromisso do presidente. Entre as exigências estão informações sobre assessores, equipes de segurança e empresas dos filhos de Lula. O senador Camilo Santana, representante da campanha petista, afirmou que Lula concordou com as novas condições e que uma resposta formal seria apresentada à Justiça Eleitoral.

Pablo Marçal também entrou na discussão. O influenciador afirmou que conversaria com Flávio para defender a abertura dos sigilos, mas cobrou contrapartidas relacionadas a gastos do governo federal, incluindo despesas com cartões corporativos e registros de visitas ao Palácio do Planalto.
O debate da TV Globo está previsto para sexta-feira (23), às 21h20, e é o último confronto televisivo programado antes do segundo turno, marcado para domingo (25). A disputa em torno dos sigilos acrescentou novas condições à participação dos candidatos no encontro.




