A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que aceita as condições de Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação de sigilos bancários e telefônicos dos candidatos e de familiares. A resposta foi anunciada nesta quarta-feira (21) pelo senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha petista, que informou que um documento será protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira (22), às 11h.
Flávio exige abertura de sigilo de ex-assessor de Lula
Flávio declarou que autoriza a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, também permita o acesso aos próprios dados. O senador fez a declaração durante um ato de campanha em São Paulo.
Além dessa exigência, Flávio apresentou uma lista com 19 condições para atender ao desafio lançado pelo presidente. Entre os pedidos estão informações financeiras, telefônicas e administrativas relacionadas a Lula, familiares e pessoas próximas ao governo federal.

O senador também quer esclarecimentos sobre encontros de Lula com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, informações relacionadas à lobista Roberta Luchsinger, dados sobre o caso de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e despesas do cartão corporativo da Presidência da República.
Campanha petista promete formalizar resposta no TSE
Camilo Santana afirmou que a campanha de Lula vai apresentar uma resposta formal às exigências. O senador petista criticou o tempo levado por Flávio para responder ao desafio e classificou as condições apresentadas como uma tentativa de manobra.
A disputa sobre a abertura dos sigilos começou durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a divulgar os próprios dados. Na sequência, o presidente levou o tema à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta envolve a divulgação de informações pessoais e financeiras em meio à reta final da campanha presidencial. A efetivação da medida depende dos termos das autorizações e dos procedimentos necessários para o acesso aos dados.




