Hugo Motta intensificou as negociações para permanecer na presidência da Câmara dos Deputados a partir de 2027. O deputado do Republicanos busca consolidar o apoio de 15 partidos, enquanto o PL, que terá a maior bancada da próxima legislatura, com 121 parlamentares, avalia seus próximos passos na disputa pelo comando da Casa.
Hugo Motta reúne apoio de 15 partidos
O grupo que declarou apoio à reeleição de Motta reúne PT, PCdoB, PV, Republicanos, PSD, MDB, Podemos, PSB e PDT. Também fazem parte as federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e Solidariedade-PRD.
A adesão da federação formada por PT, PCdoB e PV foi anunciada em 27 de outubro. Segundo o líder petista Pedro Uczai, a decisão busca ampliar a governabilidade do próximo mandato de Lula e permitir o avanço das pautas defendidas pelas três siglas.

A composição também tem efeitos sobre a distribuição de espaços internos. Pelo Regimento da Câmara, o tamanho dos blocos partidários influencia a escolha de cargos na Mesa Diretora e a divisão das presidências das comissões permanentes.
PL avalia candidatura própria ou acordo com Motta
Com 121 deputados eleitos, o PL discute se lançará um candidato próprio ou negociará apoio à permanência de Hugo Motta. A legenda também pretende disputar o comando do Senado e planeja lançar Rogério Marinho para a presidência da Casa.
Uma das possibilidades em discussão é apoiar Hugo Motta em troca de espaço na Mesa Diretora e no comando de comissões. O acordo permitiria ao partido participar das decisões internas da Câmara, mesmo sem ocupar a presidência.

Anistia e aproximação com Lula desgastaram relação
O relacionamento entre Motta e o PL ficou mais tenso após divergências sobre o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A oposição defendia uma medida mais ampla, mas o presidente da Câmara avançou com o chamado PL da Dosimetria, voltado à redução das penas.
A aproximação de Hugo Motta com Lula durante a campanha presidencial também provocou críticas de integrantes do PL. Esses episódios passaram a fazer parte das negociações sobre a composição da próxima Mesa Diretora.
Blocos partidários influenciam decisões da Câmara
Além da eleição do presidente, os acordos entre partidos definem a distribuição de espaços nas comissões. Esses colegiados analisam projetos antes da votação em plenário e podem acelerar ou atrasar propostas do governo e da oposição.
A eleição para a presidência da Câmara está prevista para fevereiro de 2027, quando os novos deputados tomarão posse e escolherão a Mesa Diretora.




