Escala 6×1: fim do modelo pode causar perda de R$ 76,4 bilhões na economia, afirma pesquisa

Carro em indústria para representar fim da escala 6x1
Indústria, serviços e comércio devem concentrar os impactos do fim da escala 6x1, segundo projeção da CNI. Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Superintendência de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta terça-feira (7), uma nota técnica sobre os efeitos do fim da escala 6×1, redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem alteração salarial. Segundo a entidade, a medida resultaria em queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 76,4 bilhões em valores atuais.

Fim da escala 6×1 pode impactar o PIB

O cálculo foi realizado com base no modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC), ferramenta utilizada para simular o comportamento de variáveis econômicas. O método considera fatores como renda das famílias, desempenho das empresas e arrecadação pública para estimar impactos a partir da alteração de um parâmetro específico, neste caso, a jornada de trabalho.

De acordo com o levantamento, a maior redução ocorreria na indústria, com retração de 1,2% em seu próprio PIB, o que corresponde a R$ 25,4 bilhões. Em seguida aparecem o setor de serviços, com queda de 0,8% (R$ 43,5 bilhões), e o comércio, com recuo de 0,9% (R$ 11,1 bilhões).

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Em 2025, o indicador atingiu R$ 12,5 trilhões, com crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior. O resultado foi influenciado pelo desempenho do setor agropecuário, que registrou alta de 11,7% no período.

Por outro lado, o consumo das famílias apresentou desaceleração. Em 2024, o avanço havia sido de 5,1%, enquanto em 2025 o crescimento foi de 1,3%.

Redução da jornada de trabalho em pauta no Congresso

A discussão sobre a jornada de trabalho ocorre em meio à tramitação de propostas no Congresso Nacional. O tema ganhou impulso com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que defende o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um.

Paralelamente, empresas também analisam alternativas. Os Correios, estatal federal, iniciaram a adoção de um formato de jornada que prevê 36 horas de trabalho seguidas por 12 horas de descanso. Nesse sistema, os empregados atuam em dias alternados, acumulando cerca de 15 dias de folga ao longo do mês.

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Marco Antonio Costa

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