O advogado e comentarista político Marco Antônio Costa, conhecido como “Superman”, avalia alterar sua participação nas eleições em Minas Gerais. Filiado ao Partido Novo, ele é pré-candidato a deputado federal, mas considera disputar uma vaga ao Senado.
A mudança já fazia parte de um plano anterior, iniciado quando deixou São Paulo e se estabeleceu em Minas Gerais no ano passado.
Filiação partidária e articulação política
Inicialmente, Marco Antônio Costa pretendia ingressar no Partido Liberal. Sem espaço na sigla para a disputa ao Senado, optou pela filiação ao Novo, partido com o qual mantinha diálogo e proximidade com o presidente nacional, Eduardo Ribeiro.
Segundo ele, a decisão foi influenciada por alinhamento de pautas com a direção nacional da legenda, especialmente em temas ligados ao sistema de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Marco Antônio Costa faz críticas ao cenário político
Ao explicar sua posição, Marco Antônio Costa afirmou que identifica convergência com o partido em propostas institucionais e críticas ao Judiciário.
“Depois de conversar e de o Novo enxergar o cenário, depois da janela partidária desse 4 de abril, o Eduardo Ribeiro, presidente da Nacional, entendeu que existe um alinhamento temático completo com relação à agenda de prioridades para o Brasil”, disse.
No mesmo contexto, ele atribuiu a ministros do STF responsabilidade por decisões recentes. “Toda essa insegurança jurídica, essa imprevisibilidade, esse caos institucional têm, sim, os seus protagonistas”.
O pré-candidato também criticou adversários na disputa ao Senado, ao afirmar que há incoerência entre o discurso atual e a atuação anterior. “Todos estão usando agora a pauta do STF para vender uma coisa que eles não fizeram nos últimos três, quatro anos”.
Impacto nas pré-candidaturas ao Senado
A eventual entrada de Marco Antônio Costa na disputa ao Senado altera o cenário entre pré-candidatos da direita em Minas Gerais. Atualmente, há outros nomes colocados para a vaga, como Domingos Sávio, Marcelo Aro e Carlos Viana.
Marcelo Aro e Carlos Viana estão alinhados à chapa de Mateus Simões. Nesse contexto, não haveria espaço para o Novo na composição. Caso a configuração seja mantida, fica consolidado o rompimento entre Simões e seu antigo partido.
Marco Antônio Costa também indicou que a possível candidatura está ligada a uma estratégia política mais ampla e ao papel do Senado no cenário institucional. Ele afirma que pretende apresentar sua atuação recente ao eleitorado mineiro e ampliar sua presença no Estado.




