O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou o pedido para investigar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por possíveis irregularidades relacionadas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026. A ação foi apresentada pelo Partido Novo, que acusa a dupla de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
O desfile, realizado em 15 de fevereiro, contou a história de Lula e ocorreu quando ele já era pré-candidato à reeleição. O Novo questiona o uso de recursos públicos para financiar a apresentação e afirma que os valores foram usados para favorecer politicamente o presidente. A escola recebeu recursos de diferentes órgãos públicos, segundo a ação.
Ação ainda será investigada pelo TSE
A decisão do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, não significa que Lula ou Alckmin já estejam inelegíveis. O que ocorreu foi a autorização para que a ação siga adiante e os fatos sejam investigados.

Caso a Justiça Eleitoral conclua que houve abuso de poder, as consequências podem incluir a cassação do registro ou do diploma e a declaração de inelegibilidade por 8 anos, conforme as regras eleitorais.
O caso ganha importância porque Lula e Alckmin disputam a reeleição em 2026. Agora, a Justiça Eleitoral deverá analisar as acusações e as provas apresentadas pelo Partido Novo antes de decidir se houve alguma irregularidade no desfile.




