Lulinha teve negado pela Justiça de São Paulo um pedido para retirar das redes sociais um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro (PL) sobre as fraudes envolvendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada nesta terça-feira (25) pela juíza Alessandra Lopes Santana de Mello, que também rejeitou, neste momento, o pedido de indenização de R$ 10 mil.
A ação apresentada por Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, questionava o conteúdo do vídeo e alegava que a publicação tinha caráter difamatório. A defesa sustentou que não existe investigação, indiciamento ou denúncia contra ele por participação nas fraudes contra aposentados.
Lulinha e o vídeo publicado por Flávio Bolsonaro
No vídeo, produzido com inteligência artificial, Flávio Bolsonaro aparece pilotando um caça com as cores da bandeira brasileira em uma operação para localizar Lulinha. Uma voz de comando afirma que o personagem seria suspeito de ter roubado milhões de idosos no Brasil.

Ao analisar o pedido de retirada do conteúdo, a magistrada afirmou não ter encontrado elementos suficientes para considerar, neste momento, que a publicação seja um caso de fake news. A juíza também destacou que a remoção poderia representar uma restrição indevida à liberdade de expressão e ao direito de crítica.
Segundo a decisão, o caso deve ser analisado com maior cautela e respeitando o contraditório antes de uma conclusão definitiva sobre o conteúdo.
O mérito da ação ainda será julgado. A defesa de Lulinha pode recorrer da decisão e também poderá apresentar novos argumentos durante o processo.
Investigações envolvendo o filho de Lula
Lulinha passou a ser citado em investigações da Polícia Federal relacionadas às suspeitas de fraude no INSS e de tráfico de influência. A apuração busca esclarecer possíveis relações entre o empresário e pessoas investigadas no esquema.
Entre os nomes investigados está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador de um esquema envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.
Uma das linhas de investigação apura ainda uma possível atuação de Lulinha em favor de uma empresa de cannabis medicinal em negócios relacionados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, as suspeitas estão sob investigação e não equivalem a uma condenação ou comprovação de participação nas fraudes.




