O governo federal confirmou a previsão de um salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor representa aumento de R$ 120, ou 7,4%, em relação ao piso atual, de R$ 1.621. A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.
A nova projeção é R$ 24 superior à estimativa de R$ 1.717 apresentada anteriormente pelo governo. O reajuste considera a política de valorização do salário mínimo, que leva em conta a inflação acumulada até novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. O valor ainda pode sofrer alteração até a definição definitiva do piso.

Reajuste do salário mínimo afeta Previdência e benefícios sociais
O novo valor terá impacto sobre aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao salário mínimo. Durigan afirmou que a proposta mantém a indexação desses pagamentos ao piso nacional.
Segundo informações do governo, o reajuste também representa aumento das despesas obrigatórias da União. A estimativa anterior apontava que a elevação do piso para R$ 1.741 poderia acrescentar cerca de R$ 9,9 bilhões às despesas obrigatórias.
A previsão faz parte da proposta de Orçamento de 2027, que está sendo finalizada pelo governo. Depois de encaminhado ao Congresso, o projeto ainda será analisado e votado pelos parlamentares antes da definição do Orçamento do próximo ano.





