As eleições deste domingo (4) mudaram a composição do Senado para a próxima legislatura. O PL e o Novo elegeram juntos 22 dos 54 senadores escolhidos em 2026, com 19 vagas conquistadas pelo Partido Liberal e três pelo Novo.
O resultado fortalece a presença de partidos e parlamentares identificados com a direita na Casa. A nova composição, porém, também inclui eleitos por outras legendas que declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
Bancada do PL cresce no Senado
O PL teve o maior desempenho entre os partidos na renovação do Senado. A legenda elegeu dois senadores em quatro estados: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Entre os nomes eleitos estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal; Carlos Portinho e Carlos Jordy, no Rio de Janeiro; e Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, em Santa Catarina.
Também foram eleitos pelo PL nomes como Márcio Bittar, no Acre; Gustavo Gayer, em Goiás; Domingos Sávio, em Minas Gerais; André do Prado, em São Paulo; Filipe Barros, no Paraná; e Ubiratan Sanderson, no Rio Grande do Sul.
Somados aos parlamentares que já permanecem no cargo, os 19 eleitos fazem a bancada do PL passar de 15 para 28 parlamentares na próxima legislatura.

Novo e aliados ampliam o grupo
O Novo conquistou três cadeiras: Lahesio Bonfim, no Maranhão; Deltan Dallagnol, no Paraná; e Marcel van Hattem, no Rio Grande do Sul. Com o PL, as duas siglas elegeram representantes nas cinco regiões do país.
A composição também inclui senadores eleitos por outros partidos que manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro. Entre eles estão Guilherme Derrite (PP-SP), Plínio Valério (PSDB-AM), Teresa Surita (MDB-RR), Evair de Melo (Republicanos-ES) e Styvenson Valentim (Podemos-RN).
Esquerda elege 11 senadores
PT, PSB, PDT e Rede elegeram, juntos, 11 dos 54 novos senadores. O PT ficou com seis cadeiras; o PSB, com três; e PDT e Rede conquistaram uma vaga cada.
Os 54 eleitos terão mandato de oito anos, de 2027 a 2035. Eles se juntarão aos 27 parlamentares escolhidos em 2022, que permanecem no cargo até 2031.
A nova composição também terá impacto sobre a relação entre Congresso e Supremo Tribunal Federal. O Senado é responsável por processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade, mas os 22 senadores eleitos por PL e Novo, isoladamente, não alcançam os 54 votos necessários para abrir um processo de impeachment.




