O dólar caiu quase 5% e chegou a ficar abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (5), enquanto a Bolsa de Valores disparou após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno das eleições presidenciais à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa futuro chegou a avançar cerca de 9%, aproximando-se dos 211 mil pontos, antes da abertura oficial do pregão. Na abertura, às 10h, o principal índice da B3 alcançou 207,6 mil pontos, renovando sua máxima histórica. TradeMap e Gazeta do Povo.
Dólar recua e ações brasileiras disparam
A reação positiva já havia aparecido durante a noite anterior nos mercados internacionais, antes do início das negociações no Brasil. O EWZ, fundo negociado nos Estados Unidos que acompanha ações brasileiras por meio do índice MSCI Brazil, subiu cerca de 13%, refletindo o movimento de valorização dos ativos nacionais. Entre as empresas que lideraram as altas estavam Petrobras, Itaú, Banco do Brasil e Vale.
Além da queda do dólar e da valorização das ações, os juros futuros também recuaram durante a manhã. Esse movimento indica uma redução nas taxas que investidores exigem para emprestar dinheiro no futuro, refletindo uma mudança nas expectativas sobre a economia brasileira. A intensidade da reação, porém, pode variar ao longo do pregão, conforme os investidores reavaliam os riscos e as possibilidades para o segundo turno.
Por que o mercado reagiu à liderança de Flávio?
O cenário fiscal está entre os principais fatores considerados pelos investidores. Parte do mercado avalia que uma eventual vitória de Flávio poderia abrir espaço para maior controle das contas públicas e uma agenda econômica mais favorável aos negócios. A composição do Congresso também entra nessa análise, já que o apoio parlamentar pode influenciar a aprovação de medidas econômicas.
A reação dos investidores, contudo, não representa uma garantia de que essas expectativas serão confirmadas. O mercado financeiro costuma antecipar cenários e ajustar os preços dos ativos conforme as chances atribuídas a cada resultado eleitoral. Se as perspectivas mudarem durante a campanha ou após a posse, parte dos ganhos registrados pode ser devolvida, com novas oscilações no dólar, na Bolsa e nos juros.




