Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília nesta segunda-feira (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, após a circulação de informações falsas que o associavam à intenção de retirar da santa o título de padroeira do Brasil. O senador nega defender essa medida, e a participação na celebração ocorreu em meio à disputa pelo voto católico no segundo turno das eleições presidenciais.
A agenda foi divulgada pela assessoria de imprensa da campanha. A missa foi presidida pelo cardeal Paulo Cezar Costa, que havia recebido Flávio e seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, em sua residência quatro dias antes.
Flávio Bolsonaro nega intenção de retirar título de padroeira
A polêmica ganhou força após a divulgação de alegações de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O senador negou ter defendido essa proposta e classificou as informações como desinformação eleitoral.
A ideia é defendida pelo bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações, igreja onde Flávio foi batizado e ligada à sua trajetória religiosa. Segundo reportagem sobre o tema, o religioso critica a devoção à santa em seu livro A Bomba, publicado em 2001. A posição do bispo, porém, não significa que Flávio compartilhe dessa proposta.
Missa ocorre em meio à disputa pelo voto católico
A presença de Flávio na celebração ocorre em um cenário de disputa pelo eleitorado católico. Embora o senador seja evangélico, sua campanha tem incluído compromissos em eventos religiosos católicos durante a corrida presidencial.
O presidente Lula (PT), por sua vez, permaneceu em Brasília e participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) esteve na Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo, onde acompanha tradicionalmente as celebrações do feriado.

Igreja pede que celebrações não sejam usadas como palanque
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma que a Igreja não indica candidatos ou partidos. Em manifestações anteriores, a entidade também criticou o uso de celebrações religiosas para conquistar votos.
Em Aparecida, o arcebispo dom Mário Antônio da Silva pediu que a data não fosse usada para alimentar divisões políticas. O papa Leão XIV também tem defendido que a missão da Igreja não seja confundida com a atuação político-partidária.
A participação de Flávio na missa de Brasília colocou a celebração religiosa no centro do debate eleitoral, em meio à controvérsia sobre a padroeira e à disputa por apoio entre os eleitores católicos.




