A suspeita de compra de votos em uma mobilização favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) chegou ao procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet. A Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco encaminhou uma denúncia que pede a apuração de possíveis pagamentos de viagens para estudantes votarem no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O envio do caso, porém, não determina a abertura de um inquérito nem confirma a ocorrência de irregularidades.

Compra de votos é suspeita em denúncia sobre professores da UFPE
A representação foi apresentada pela deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE), por meio de sua advogada, e cita os professores Sergio Machado Rezende, Anderson Stevens Leonidas Gomes e Cid Bartolomeu de Araújo.
Segundo a denúncia, em 12 de outubro, Rezende enviou uma mensagem a grupos institucionais da universidade criticando a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e defendendo a mobilização de eleitores para o segundo turno.
Na mesma mensagem, o professor teria afirmado que ele e outros colegas estavam dispostos a pagar as despesas de viagem de estudantes que precisassem se deslocar para votar. Ele também teria solicitado um levantamento dos interessados e sugerido uma reunião no Departamento de Física para organizar a iniciativa.
A representação afirma que Gomes e Araújo também teriam apoiado a proposta. As alegações ainda precisam ser analisadas pelas autoridades eleitorais.
Denúncia pede apuração sobre dinheiro e estrutura da universidade
O documento encaminhado a Paulo Gonet reúne 16 pontos para análise e eventuais providências. Entre eles, está a suspeita de uso de e-mails institucionais, instalações e outros recursos da UFPE para favorecer uma candidatura.
A denúncia também solicita que sejam identificadas a origem dos recursos financeiros, as pessoas envolvidas e a eventual realização de pagamentos ou contratação de transporte. Outro pedido é a preservação das mensagens eletrônicas relacionadas à mobilização.

Caso sobre possível compra de votos aguarda análise eleitoral
O encaminhamento à Procuradoria-Geral Eleitoral permite que o órgão avalie quais medidas podem ser adotadas. Até o momento, a remessa não significa que a denúncia tenha sido comprovada ou que os citados tenham sido responsabilizados.
A UFPE havia sido procurada anteriormente sobre o caso, mas não havia se manifestado até a publicação das informações disponíveis.




