O Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acumula R$ 24,5 milhões em dívidas inscritas na União e aparece como o partido com o maior valor em débitos entre as 50 maiores pendências partidárias levantadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Desse total, R$ 16,5 milhões correspondem a dívidas previdenciárias, quase 70% do montante atribuído à sigla. O PSDB ocupa a segunda posição, com R$ 14 milhões, enquanto o Partido Liberal (PL), do senador Flávio Bolsonaro, aparece em sexto lugar, com R$ 3 milhões.
PT concentra a maior dívida entre os partidos
Os dados da PGFN mostram que o PT reúne débitos de diferentes diretórios estaduais e municipais. Entre eles estão as unidades estaduais do Rio Grande do Sul, São Paulo, Pará e Espírito Santo, além dos diretórios municipais de São Paulo, Natal, Guarulhos (SP) e Brejões (BA).
Na sequência do levantamento, aparecem o PSDB, com R$ 14 milhões; o PRD, com R$ 6,5 milhões; e o PDT, com R$ 5 milhões. O PL registra R$ 3 milhões em dívidas com a União.

A lista inclui ainda PTB e PCdoB, com R$ 2,5 milhões cada; PSL, PSC e PRP, com cerca de R$ 1,5 milhão cada; além de PP, PSB e PSD, com R$ 1 milhão por legenda.
PSDB contesta cobrança de débitos
No caso do PSDB, a maior parte da dívida está concentrada no diretório nacional, com R$ 8,5 milhões, seguido pelo diretório estadual de São Paulo, com R$ 4,5 milhões.
Em nota, o partido contestou os valores atribuídos à legenda. A sigla argumentou que seus diretórios possuem CNPJs próprios e autonomia administrativa e financeira, com responsabilidade individual por suas obrigações.
O PSDB também afirmou que os débitos atribuídos ao diretório nacional estariam prescritos e questionou a manutenção das cobranças nos registros oficiais. A legenda citou decisões judiciais e a Emenda Constitucional 133/2024 como fundamentos para contestar os valores.
Até a publicação das informações, PT e PL não haviam se manifestado sobre as dívidas atribuídas a seus diretórios.




