A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os ataques digitais contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na reta final do segundo turno, com publicações que associam uma eventual vitória do adversário à perda de direitos trabalhistas, benefícios sociais e serviços públicos. A estratégia inclui mensagens sobre a jornada 6×1, o Bolsa Família, o Farmácia Popular e o Sistema Único de Saúde (SUS). Analistas políticos avaliam que o tom alarmista pode produzir efeito contrário ao pretendido e aumentar a rejeição ao próprio Lula.
Publicações de Lula exploram temor sobre direitos e benefícios
Em publicações nas redes sociais, a campanha petista afirma que, com Flávio Bolsonaro na Presidência, trabalhadores perderiam direitos e programas sociais estariam ameaçados. Uma das mensagens aborda a jornada de trabalho 6×1, enquanto outras associam o candidato do PL a possíveis mudanças no SUS e ao crime organizado.

A estratégia ganhou força após o primeiro debate entre Lula e Flávio, realizado pela TV Bandeirantes no domingo (18). Na segunda-feira (19), a página oficial do presidente publicou uma sequência de conteúdos críticos ao adversário.
A campanha também mobilizou apoiadores para reforçar sua presença digital. O deputado federal André Janones (Rede-MG) orientou militantes a usar a camisa da seleção brasileira e fazer o gesto do “L” nas redes sociais.
Analista aponta risco de reação negativa
O analista político João Cândido, da Amelati Consultoria, avalia que ataques exagerados e sem evidências suficientes podem comprometer a credibilidade da comunicação eleitoral. Para ele, quando a campanha concentra seus esforços em desqualificar o adversário, deixa menos espaço para apresentar propostas e responder às preocupações concretas dos eleitores.

Disputa chega à última semana antes da votação
O segundo turno está marcado para domingo (25). No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
A disputa digital se concentra em temas que afetam diretamente o cotidiano dos eleitores, como emprego, renda, custo dos alimentos, segurança pública e continuidade de programas sociais. Nesse cenário, as mensagens de campanha e as respostas dos candidatos seguem como parte central da disputa pela preferência do eleitorado.




