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Lula corre contra o tempo para evitar suspensão do ‘Exército do Lula’

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma possível suspensão do canal Exército do Lula, no WhatsApp, a poucas horas do debate da TV Globo desta sexta-feira (23). Integrantes da campanha receberam informações de que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, poderia determinar a retirada do canal do ar. Até o momento, porém, não há confirmação de uma nova decisão nesse sentido.

O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal, já orientou os seguidores a adotarem uma alternativa caso o bloqueio aconteça. A estratégia é migrar para o canal oficial de Lula no WhatsApp, para manter a mobilização dos apoiadores na reta final da campanha.

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(Foto: Mario Agra/Agência Câmara dos Deputados)

Janones prepara plano B para evitar perda de seguidores

Em mensagem publicada às 10h59 desta sexta-feira, Janones pediu que os integrantes do Exército do Lula também acompanhem o canal oficial do presidente. O deputado afirmou que os seguidores poderiam continuar a mobilização por lá caso o grupo fosse suspenso.

A movimentação acontece no mesmo dia do último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Uma eventual retirada do canal do ar poderia limitar o uso de um dos espaços digitais empregados por Janones para mobilizar apoiadores do petista.

TSE cobra explicações sobre funcionamento do canal

Na quinta-feira (22), Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, apresentasse um relatório técnico sobre o canal. A determinação atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusa o grupo de promover ações coordenadas nas redes sociais.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

A empresa deverá informar se identificou sincronização de atividades, reprodução sistemática de conteúdos e possível amplificação artificial de publicações. Google e X também foram acionados para prestar esclarecimentos sobre a circulação de termos e hashtags entre 18 e 20 de outubro.

O canal já foi alvo de duas ordens de suspensão. Na primeira, em 11 de outubro, Nunes Marques atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que apontava disseminação de informações falsas. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Dois dias depois, o presidente do TSE voltou a determinar a suspensão, condicionando o funcionamento do canal ao registro na Justiça Eleitoral. O espaço foi restabelecido após a campanha de Lula informar o endereço ao tribunal.

Defesa de Lula tenta desvincular canal da campanha

Na quinta-feira, os advogados de Lula pediram ao TSE que retirasse o Exército do Lula do registro oficial da candidatura. A defesa argumenta que o canal é administrado por Janones de forma independente, sem financiamento, estrutura ou orientação da campanha.

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(Foto: Agência Brasil)

No mesmo dia, Janones apresentou um mandado de segurança ao tribunal para tentar anular as decisões de Nunes Marques e garantir o funcionamento do canal sem novos bloqueios administrativos.

A possível suspensão ocorre a dois dias da votação do segundo turno. Até agora, não há confirmação de que o TSE tenha determinado uma nova retirada do canal do ar nesta sexta-feira.

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Marco Antonio Costa
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