Show da Manhã 10/02/2026, apresentado por Marco Antônio Costa com participações de Karina Michelin, Pedro Pôncio, Flávio Morgenstern e entrevista com a Dra. Valquíria Durans, o programa seguiu uma linha cronológica que começou com comentários de abertura e passou por discussões sobre Portugal e a atuação de ministros do STF, avançou para análises de falas do presidente Lula e temas de política externa, entrou no debate sobre jornada de trabalho (escala 6×1/5×2) e, em seguida, destacou a denúncia sobre a situação do preso Cleiton Nunes. Na parte final, a bancada discutiu o caso Master/Banco Master, pedidos de investigação na CPI e, depois, abordou comunicação pública (EBC) e críticas ao uso de estruturas estatais e culturais no ambiente eleitoral.
Esta cobertura do Show da Manhã 10/02/2026 é publicada pelo Portal Fio Diário.
Show da Manhã 10/02/2026: abertura, bancada e primeiras provocações
O programa começou com Marco Antônio Costa dando bom dia ao público, citando a transmissão por rádio e canais parceiros, e pedindo apoio com “like”. Em tom de conversa, ele puxou um tema sobre professores de geografia e militância, chamando Karina Michelin e Pedro Pôncio para comentarem experiências pessoais relacionadas ao assunto.
Karina respondeu que não se lembrava do professor, enquanto Marco e Pedro relataram lembranças associadas a militância do MST, ampliando o comentário para a presença de ativismo em ambientes acadêmicos e educacionais.
Trechos do episódio
- [01:54] “muito bom dia sejam todos bemvindos a mais um show da manhã” —
ver trecho - [03:18] “meu professor de geografia não só gostava do mst” —
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Show da Manhã 10/02/2026: Gilmar Mendes, Portugal e Fórum Jurídico de Lisboa
Na sequência, Marco Antônio Costa introduziu a primeira pauta política do dia: uma publicação atribuída a Gilmar Mendes na rede X cumprimentando o “presidente eleito de Portugal”, Antônio José Seguro. Marco leu o teor do texto e afirmou que o gesto foi interpretado na bancada como sinal de atuação política para além do Brasil.
Karina Michelin disse que Gilmar Mendes teria influência em Portugal, citando trânsito em universidades e empresas, e relacionou o tema ao que chamou de circulação de ideias e modelos institucionais. Pedro Pôncio, por sua vez, comentou fatores que tornam Portugal atraente para elites políticas e jurídicas, mencionando a língua, a posição como porta de entrada para a União Europeia e o “Fórum Jurídico de Lisboa”, conhecido no debate como “Gilmarpalooza”.
Quotes (falas do programa)
- Marco Antônio Costa: “olha o gilmar mendes no x cumprimentando o presidente de portugal eleito”
- Karina Michelin: “portugal é seu segundo país né ele tem as suas empresas ali”
Trechos do episódio
- [04:22] “olha o gilmar mendes no x cumprimentando o presidente de portugal eleito” —
ver trecho - [06:22] “portugal é seu segundo país né ele tem as suas empresas ali” —
ver trecho - [10:52] “o gilmar palusa nada mais é do que enfim os políticos” —
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Portugal, Chega e leituras sobre estatismo e narrativa política
O debate avançou para a eleição portuguesa e o crescimento do partido Chega. Karina mencionou aumento de cadeiras e descreveu o resultado como relevante para o cenário político local. Marco comentou a estratégia atribuída a André Ventura, de mirar o cargo de primeiro-ministro.
Pedro Pôncio afirmou que Portugal seria um país “fácil de controlar” por ser pequeno e por haver dependência do Estado, citando salário mínimo e composição de renda. Ele também disse que elites portuguesas observariam o Brasil e usariam narrativas sobre “golpe”, prisão de Bolsonaro e 8 de janeiro como elementos de disputa política interna.
Trechos do episódio
- [09:14] “a estratégia do ventura era colocar o nome ele não quer ser presidente” —
ver trecho - [09:40] “o partido chega que partiu de um candidato uma representatividade” —
ver trecho - [14:28] “a gente está vendo um processo meio que de despertar” —
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Show da Manhã 10/02/2026: áudio de Lula, Lampião, Trump e “briga pela narrativa”
Marco Antônio Costa introduziu um áudio de Lula comentando Donald Trump e usando uma referência a Lampião. Após a exibição, Marco e Karina discutiram o enquadramento do trecho e o modo como a fala foi recebida na imprensa.
Karina afirmou que a referência a Lampião não deveria ser tratada como piada e disse que a declaração seria um “recado” político. Marco também comparou o tratamento dado a Lula com o tratamento dado a Bolsonaro em um caso antigo repercutido pela mídia, citando um trecho noticioso sobre Thaís Oyama.
Pedro Pôncio entrou na conversa sobre política externa e disse que o Brasil buscaria relações com países como Irã e China, mencionando uma fala atribuída a Volodymyr Zelensky e citando Nicolás Maduro como exemplo no debate.
Fonte externa (contexto): para referência histórica sobre Lampião, ver a página do Lampião (Wikipedia).
Trechos do episódio
- [15:58] “sabe se o trump conhecesse sabe o que que é a sanguinidade de lampião” —
ver trecho - [16:51] “o lampião é o rei do banditismo foi o rei do banditismo” —
ver trecho - [20:34] “o presidente jair bolsonaro voltou a atacar a imprensa” —
ver trecho - [22:06] “o brasil um país democrático como o brasil se relacionar com o irã” —
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Escala 6×1/5×2, Érika Hilton e disputa de comunicação para 2026
O programa mudou para um debate sobre jornada de trabalho e política trabalhista. Marco Antônio Costa citou Érika Hilton como figura de destaque midiático e, em seguida, Karina Michelin afirmou que a pauta da escala 6×1 teria sido transformada em “show midiático”, defendendo que o tema exigiria discussão técnica sobre custos e impactos para empresas, autônomos e trabalhadores.
Pedro Pôncio declarou que o assunto seria “emotivo” e que a direita precisaria comunicar melhor as consequências econômicas em 2026. Marco sinalizou que o tema voltaria ao longo do programa e, antes da entrevista seguinte, fez pedidos de apoio ao canal e mencionou campanha de Pix e sorteio para assinantes.
Trechos do episódio
- [25:49] “a pauta da escala seis por um vem da eric hilton” —
ver trecho - [28:36] “a pauta da escala seis por um não é uma pauta racional” —
ver trecho - [30:27] “vou pedir pra vocês não esquecerem de deixar o like” —
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Entrevista: Dra. Valquíria Durans relata situação de Cleiton Nunes e pedidos ao STF
Marco Antônio Costa chamou a Dra. Valquíria Durans, advogada de Cleiton Nunes. Ela descreveu Cleiton como barbeiro de 42 anos, pai de duas filhas, preso em 8 de janeiro. Segundo a advogada, ele é acometido por uma doença autoimune (psoríase atópica grave) e depende de tratamento com medicamento de alto custo e protocolo médico.
Valquíria afirmou que pedidos de prisão domiciliar foram negados e relatou que um exame no IML teria sido rápido e, sustentado por ela, insuficiente para refletir a gravidade. Ela também descreveu condições de cela, superlotação e convivência com doentes, além de alegar atrasos e problemas na aplicação do medicamento e vacinas. A advogada relatou impacto emocional e disse sentir impotência diante de limites do sistema.
Marco comentou que a advogada estaria atuando em um ambiente sem devido processo legal. Em seguida, Valquíria confirmou a pena de 16 anos e 6 meses. Pedro Pôncio perguntou onde Cleiton estava no dia 8 de janeiro, e a advogada respondeu que ele foi preso no Senado, afirmando que a condenação seria “genérica” e baseada em peças padronizadas.
Quotes (falas do programa)
- Dra. Valquíria Durans: “o cleiton é um barbeiro de quarenta e dois anos que tem duas filhas menores”
- Dra. Valquíria Durans: “o cleiton foi preso no senado”
Trechos do episódio
- [32:45] “dar bom dia pra doutora valquíria durans a advogada do senhor cleiton nunes” —
ver trecho - [33:25] “o cleiton é um barbeiro de quarenta e dois anos que tem duas filhas menores” —
ver trecho - [39:33] “a senhora está dentro do reino do alexandre de moraes” —
ver trecho - [41:18] “o cleiton foi preso no senado” —
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Reação da bancada: apatia social, anistia e referências religiosas
Após a entrevista, Marco Antônio Costa disse que o caso gerava indignação e criticou a indiferença de parte do debate público. Flávio Morgenstern citou a marcha de Nikolas Ferreira e a estratégia de lembrar nomes de presos ao longo do percurso, defendendo que cortes e divulgação em redes sociais ajudariam a manter o tema em evidência.
Marco discutiu a anistia, dizendo que via contradições no debate e mencionando a postura de partidos e do “Centrão”. Em seguida, Flávio e Marco trataram da diferença entre justiça e vingança, com Flávio trazendo uma leitura teológica sobre o tema, enquanto Marco afirmou que defendia devido processo legal.
Trechos do episódio
- [50:58] “o nicholas durante a caminhada pelo brasil a marcha ele ir relembrando” —
ver trecho - [52:00] “a gente está vendo um processo também eu acho a gente está acordando” —
ver trecho - [55:17] “deus disse minha é a vingança e eu retribuirei diz o senhor” —
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Caso Master/Banco Master: áudio da CBN, crise no STF e leitura política
Com a entrada de Flávio Morgenstern, Marco anunciou que o programa passaria ao caso Master. Um áudio jornalístico (CBN) citou avanço de investigações na Polícia Federal, Ministério Público Federal e Banco Central, mencionando o ex-banqueiro Daniel Borcaro e apurações envolvendo o resort Tayayá e o empresário Mário Degani, apontado como primo de Dias Toffoli.
Marco perguntou a Flávio sobre a gravidade do momento. Flávio interpretou “crise” como divisão interna e afirmou que casos de corrupção seriam mais compreensíveis ao público do que debates sobre ditadura e censura. Karina avaliou que o governo buscaria se distanciar do tema por estratégia de comunicação, citando investigações em diferentes estados e a possibilidade de “acordão” para travar consequências políticas.
Trechos do episódio
- [01:02:08] “as investigações como você disse estão andando sim tanto na polícia federal” —
ver trecho - [01:04:17] “uma crise na verdade ela está causando algo que político detesta” —
ver trecho - [01:08:19] “o presidente está se diferenciando por quê já está chegando perto dele” —
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CPI e pedidos de investigação: vídeo de Alessandro Vieira e avaliação da bancada
Marco exibiu um trecho de Alessandro Vieira falando sobre a CPI do crime organizado e pedidos de quebra de sigilo e depoimentos envolvendo ministros do STF, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. No vídeo, Vieira disse que buscava investigação “técnica”, sem “condenação prévia”, e mencionou um contrato de R$ 129 milhões e circunstâncias consideradas “incomuns”.
Marco perguntou se haveria tempo político para avanços “em um semestre”. Karina respondeu que a tendência seria empurrar o tema, avaliando que CPIs muitas vezes terminam sem consequência prática, mas podem expor fatos. Flávio, por sua vez, relembrou o histórico de Alessandro Vieira em outras CPIs e disse que, no contexto descrito, medidas contra ministros enfrentariam barreiras institucionais.
Trechos do episódio
- [01:24:39] “está chamando muita atenção e vou explicar pra vocês a situação de dois ministros” —
ver trecho - [01:27:06] “eu acredito que eles vão empurrar com a barriga essa questão da cpi” —
ver trecho - [01:30:14] “alessandro vieira foi responsável pela quebra de sigilo telefônico” —
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EBC, comunicação pública e alertas sobre ambiente eleitoral
Após uma vinheta do quadro “Além da imaginação”, Marco trouxe o tema do orçamento da EBC em 2026 e citou contratações mencionadas no programa, como Datena, Leandro Demori e Cissa Guimarães. A bancada discutiu o assunto como parte de uma disputa de narrativa e comunicação, com comentários sobre propaganda estatal e efeitos no período eleitoral.
Pedro Pôncio defendeu que mobilização política poderia ocorrer “de baixo para cima”, citando a marcha e a importância de iniciativas individuais. Karina afirmou que via Datena como “oportunista” e disse que o cenário poderia envolver pressão e restrições a canais e influenciadores durante a campanha.
Trechos do episódio
- [01:44:48] “vocês irão viajar para outra dimensão uma dimensão não apenas visual” —
ver trecho - [01:45:03] “o orçamento de dois mil e vinte e seis prevê o empenho de um bilhão” —
ver trecho - [01:50:00] “o datena ele é um oportunista é essa a palavra que define” —
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Encerramento e inserções finais
Na parte final, os participantes se despediram, divulgaram redes e projetos, e Marco Antônio Costa encerrou com recados sobre sorteio para assinantes e a campanha de Pix. Depois do encerramento, o material fornecido inclui uma inserção narrada com críticas ao STF e trechos de sessão, apresentados como colagem de falas.
Trechos do episódio
- [02:05:34] “obrigado pelo carinho eu vou dar só mais um recadinho final” —
ver trecho - [02:12:34] “olhe com atenção enquanto o brasil é saqueado e a democracia se desfaz” —
ver trecho
Ao longo do Show da Manhã 10/02/2026, o programa percorreu temas que foram da leitura política sobre Portugal e a atuação de ministros do STF, passando por análises de falas de Lula e discussões sobre política externa, até chegar ao debate econômico sobre jornada de trabalho e, principalmente, à entrevista com a Dra. Valquíria Durans sobre Cleiton Nunes. Na reta final, a bancada voltou-se ao caso Master/Banco Master, à CPI e ao papel da comunicação pública (EBC), fechando com recados ao público e inserções finais. A cobertura completa segue disponível no Portal Fio Diário.




