Sem Cleitinho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficou sem um palanque definido em Minas Gerais para a disputa presidencial de 2026. A desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) de concorrer ao Governo de Minas abriu um novo cenário eleitoral no Estado e aumentou a importância das alianças que serão construídas nos próximos dias.
A avaliação é do diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, que considera a disputa mineira ainda indefinida após a saída do parlamentar, que liderava pesquisas de intenção de voto. Segundo ele, os próximos movimentos de Republicanos e PL serão decisivos para definir os rumos da eleição.
Saída de Cleitinho abre disputa pelo Governo de Minas
Para Hidalgo, a retirada de Cleitinho deixa o quadro eleitoral “em aberto”. O diretor do Paraná Pesquisas afirmou que as principais possibilidades envolvem uma aproximação de Republicanos e PL com Marcelo Aro (PP), ex-secretário da Casa Civil e de Governo, ou com o governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição.

“Precisa ver para qual lado o Republicanos vai e para qual lado o PL vai”, afirmou Hidalgo. Na avaliação dele, ainda é difícil fazer projeções imediatas diante das negociações em andamento.
Com a desistência de Cleitinho, Flávio Bolsonaro perde uma das principais possibilidades de formar uma aliança competitiva em Minas Gerais, Estado considerado estratégico pela quantidade de eleitores e pelo peso histórico nas eleições presidenciais.
Além de Marcelo Aro e Mateus Simões, a disputa pelo governo mineiro conta com nomes como Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT).
Cleitinho era líder nas pesquisas eleitorais
A decisão de Cleitinho encerrou uma sequência de dúvidas sobre sua candidatura. O senador chegou a oscilar entre confirmar e negar a disputa, mas anunciou que abriria mão do projeto após a morte do irmão Matheus Azevedo, vítima de leucemia.
Antes da desistência, Cleitinho aparecia como favorito nos levantamentos eleitorais. Pesquisa da Genial/Quaest divulgada recentemente apontava o senador na liderança em cenários de primeiro e segundo turno, enquanto levantamento do Paraná Pesquisas realizado em março mostrou vantagem semelhante.
Agora, partidos como PL e Republicanos precisam definir suas estratégias para Minas Gerais. As alianças formadas nas próximas semanas devem determinar não apenas a disputa estadual, mas também o espaço de Flávio Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do país.





