O Alexandre de Moraes recebeu um novo relatório médico sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O documento aponta piora de sintomas e pode influenciar a decisão sobre a permanência da medida, que está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).
A equipe médica responsável pelo tratamento de Bolsonaro relatou episódios recorrentes de soluço, além de cansaço, fadiga durante atividades moderadas e alterações de equilíbrio. Segundo o documento, foi necessário aumentar a medicação utilizada para controlar os sintomas, com doses próximas ao limite considerado seguro.

Alexandre de Moraes vai analisar pedido de prisão domiciliar
Os médicos pretendem realizar novos exames para investigar a origem dos sintomas. Entre os procedimentos previstos está uma endoscopia digestiva, que poderá identificar alterações no esôfago ou no sistema digestivo relacionadas aos episódios de soluço.
A equipe também busca avaliar se os sintomas têm relação com outras complicações de saúde enfrentadas por Bolsonaro nos últimos anos. O ex-presidente passou por diversos procedimentos médicos desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, quando o STF autorizou a medida por 90 dias em razão de um quadro de broncopneumonia. Com a aproximação do fim do prazo, o novo relatório médico voltou a colocar a continuidade da prisão domiciliar em discussão.
A decisão caberá a Alexandre de Moraes, que deverá analisar os laudos apresentados pelos médicos e as condições de saúde do ex-presidente antes de decidir se a medida será prorrogada.
O relatório, portanto, pode reforçar o pedido para que Bolsonaro permaneça em casa por mais tempo. A definição, porém, depende da avaliação do ministro e dos resultados dos exames que ainda serão realizados.
Enquanto isso, o ex-presidente continua em tratamento e sob acompanhamento médico. O caso reúne questões de saúde e decisões judiciais que podem definir os próximos passos do cumprimento de sua pena.




