O emprego formal perdeu força em julho e registrou o pior resultado para o mês desde 2020. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta sexta-feira (28), o Brasil criou 58 mil vagas com carteira assinada, número 56,3% menor que o registrado em julho de 2025.
O mercado de trabalho teve 2,26 milhões de contratações e 2,2 milhões de desligamentos durante o mês. O saldo positivo mostra que ainda houve criação de empregos, mas em ritmo bem menor que nos últimos anos.
Emprego formal perde ritmo em 2026
O resultado de julho deste ano fica ainda mais distante quando comparado ao desempenho de 2021. Naquele ano, foram criadas cerca de 307 mil vagas no mesmo mês, em um período de recuperação após o impacto mais forte da pandemia.
Em 2020, por outro lado, o país havia fechado 108,5 mil postos formais em julho, em meio aos efeitos das restrições provocadas pela Covid-19. Desde então, o mês vinha apresentando resultados positivos.

A desaceleração também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e julho, foram criadas 972,2 mil vagas formais, queda de 21% em relação ao mesmo período de 2025, quando o país abriu 1,22 milhão de postos.
Apesar do ritmo menor de geração, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 48,08 milhões em julho. O número é superior aos 48,02 milhões registrados em junho e aos 47,2 milhões de julho do ano passado.
A diferença entre o estoque de trabalhadores e o número de novas vagas ajuda a explicar o cenário: o Brasil continua com um grande número de pessoas empregadas formalmente, mas a expansão desse mercado está acontecendo em velocidade menor.
Entre os fatores apontados pelo Ministério do Trabalho para a perda de ritmo estão os juros elevados, a mudança nos investimentos das empresas e o crescimento das lojas virtuais, especialmente no impacto sobre o comércio.




