O número de mortos provocados pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana subiu para 1,7 mil, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (29) pelas autoridades do país. Além das vítimas fatais, há 5 mil feridos e cerca de 15 mil pessoas desabrigadas.
As equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais devastadas em busca de sobreviventes. A estimativa das Nações Unidas é de que até 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas, o que pode elevar significativamente o número de mortos nos próximos dias.

Réplicas dificultam trabalho das equipes na Venezuela
Desde os dois fortes terremotos registrados em 24 de junho, a Venezuela já contabilizou mais de 600 réplicas, aumentando os riscos para moradores e equipes de resgate. Os abalos também provocaram danos em 855 edifícios, muitos deles com risco de desabamento.
A tragédia mobilizou uma força-tarefa internacional. O Brasil enviou equipes de bombeiros, equipamentos de resgate, medicamentos e hospitais de campanha, além de realizar o resgate de brasileiros que ficaram isolados após o fechamento do aeroporto de Caracas.
Entre as vítimas confirmadas estão dois brasileiros, cuja morte foi comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores. As buscas continuam nas regiões mais atingidas, enquanto o país enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente.





