O novo Plano Safra 2026/27 recebeu críticas de representantes do agronegócio por manter taxas de juros consideradas elevadas para o financiamento da produção rural. Apesar do aumento no volume de recursos disponibilizados pelo governo, entidades afirmam que o custo do crédito continua sendo um dos principais obstáculos para os produtores.
Nas linhas de custeio, os juros ficaram em 12,5% ao ano para grandes produtores e 9% ao ano para os médios produtores enquadrados no Pronamp. Embora a taxa do Pronamp tenha caído em relação ao ciclo anterior, o setor esperava juros máximos de 10,5% para grandes produtores e de 7% para o programa destinado aos médios.

Faep alerta para dificuldade de acesso ao crédito no novo Plano Safra
O Sistema Faep afirmou que os juros continuam altos diante do cenário enfrentado pelo campo, marcado por margens de lucro reduzidas, perdas provocadas pelo clima e aumento do endividamento rural.
A entidade também destacou que menos de 80% dos recursos disponibilizados no Plano Safra anterior foram efetivamente contratados, o que demonstra que a oferta de crédito nem sempre se traduz em acesso para os produtores. Outro ponto de preocupação é a redução dos recursos destinados ao Seguro Rural.
Descontos para boas práticas ambientais no agro
O Plano Safra prevê descontos de até 1 ponto percentual nas taxas de custeio para produtores que mantiverem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado e adotarem práticas sustentáveis reconhecidas pelo programa.
Mesmo com esse incentivo, representantes do setor avaliam que as condições de financiamento ainda estão longe do ideal para impulsionar investimentos e garantir maior competitividade ao agronegócio brasileiro.





