A pressão pela instalação da CPMI do Banco Master aumentou no Senado em meio ao avanço das apurações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco. O cenário também ampliou o desgaste político sobre parlamentares citados nos bastidores do caso e elevou a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O movimento ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (20), quando o senador Cleitinho Azevedo levou uma caixa de pizza ao plenário durante cobrança pública pela criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Segundo o parlamentar, o gesto simbolizava a necessidade de evitar que as investigações “acabem em pizza”.

Oposição pressiona no Senado e silêncio aumenta desgaste
Aliado de Flávio Bolsonaro, Cleitinho afirmou que a comissão precisa avançar para esclarecer relações ligadas ao Banco Master. Durante discurso, o parlamentar também disse que diversos parlamentares passaram a apoiar a CPMI após a prisão de Daniel Vorcaro no ano passado.

O senador ainda mencionou os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ao comentar o avanço das investigações. Nos bastidores, a resistência à instalação da comissão passou a aumentar a pressão política sobre Alcolumbre, especialmente diante da cobrança feita pela oposição.
Questionado por jornalistas sobre o motivo de ainda não instalar a CPMI, Davi Alcolumbre evitou dar detalhes. “Essa é uma pergunta que não posso responder”, afirmou.
Enquanto a disputa avança no Congresso, integrantes do Republicanos também começaram a discutir o nome de Cleitinho Azevedo para a eleição presidencial de 2026. Hoje, o parlamentar mantém pré-candidatura ao governo de Minas Gerais e aparece em posição de destaque em levantamentos estaduais.




