CONDIÇÃO ESPECIAL: ATÉ 66% OFF NO FIO DIÁRIO+ POR TEMPO LIMITADO

Após decisão de Moraes, oposição acelera disputa pelo comando do Senado

Vorcaro perguntou a Moraes se deveria deixar o Brasil antes de ser preso
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que Flávio Bolsonaro (PL) entregasse seus passaportes, poucos minutos após a confirmação oficial da derrota eleitoral do senador, aumentou a pressão para que a oposição construa uma aliança em torno da eleição para a Presidência do Senado em 2027. Parlamentares da direita avaliam que controlar a Casa será fundamental para tentar pautar medidas contra ministros do Supremo e ampliar a resistência às decisões da Corte.

Deputados como Maurício Marcon (PL-RS) e Carlos Jordy (PL-RJ) interpretaram a medida contra Flávio como sinal de perseguição política. Eles também levantaram a hipótese de que o episódio poderia ser usado como instrumento de pressão nas negociações sobre um eventual impeachment de Moraes. Essas acusações são avaliações dos parlamentares e não foram comprovadas.

flavio bolsonaro
Foto: Eva Marie Uzcategui

Senado é visto como caminho para pressionar Moraes e STF

O PL deverá contar com 28 senadores a partir de 2027, formando a maior bancada partidária da Casa em décadas, segundo o texto original. O número, porém, não garante controle da Presidência do Senado. Para isso, a oposição precisa transformar a aproximação entre partidos de centro-direita em acordos para a eleição da Mesa Diretora.

A possibilidade de impeachment de ministros do STF foi uma das pautas defendidas por candidatos da direita durante a campanha. O presidente do Senado tem poder para decidir se pedidos de afastamento de ministros serão colocados em andamento.

O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), pretende continuar no cargo e é visto por setores da oposição como um obstáculo à abertura de processos contra integrantes do Supremo. O texto aponta que pelo menos 49 senadores da próxima legislatura apoiariam o afastamento de ministros, mas seriam necessários 54 votos para aprovar uma condenação.

Antes de alcançar esse número, a oposição precisa resolver quem será seu candidato à Presidência da Casa. Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) aparecem como possíveis nomes para representar o grupo.

Aliança de Lula com Alcolumbre preocupa oposição

Após a vitória eleitoral, Lula (PT) se reuniu com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Os dois são apontados como nomes importantes para a condução do Congresso a partir de 2027.

O apoio das cúpulas de União Brasil e PP à permanência de Alcolumbre foi recebido com preocupação por integrantes da oposição. Parlamentares também levantaram suspeitas de pressão política nas articulações, mas não há comprovação de que Moraes tenha interferido na decisão dos partidos.

Alcolumbre quer fim imediato da escala 6x1 sem período de transição
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Diante desse cenário, Marcon defende que os senadores declarem publicamente seus votos para a escolha do próximo presidente da Casa. A proposta busca expor os parlamentares que apoiarem Alcolumbre e aumentar a cobrança de seus eleitores.

A estratégia lembra a eleição de 2019, quando senadores exibiram suas cédulas durante a votação que levou Alcolumbre à Presidência do Senado, após a retirada de Renan Calheiros (MDB-AL). Agora, a mesma exposição pode ser usada pela oposição para pressionar os parlamentares a assumir publicamente suas posições.

Compartilhe:

Assine o fio diário+

Venha fazer parte dessa luta pela liberdade e pelo fim do monopólio da comunicação do consórcio que hoje domina e manipula a mente de milhões de brasileiros.

Marco Antonio Costa
Receba dicas e recursos gratuitos diretamente na sua caixa de entrada, inscreva-se, agora!

Publicidade

Banner 300x250 00000 1