O PL pretende retomar as negociações para filiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas integrantes do partido consideram reduzida a possibilidade de um acordo. Segundo informações publicadas pela CartaCapital, a movimentação faz parte da reorganização da legenda após a derrota eleitoral e ocorre enquanto Flávio Bolsonaro (PL) permanece nos Estados Unidos.
O interesse em Tarcísio também está relacionado à disputa pela liderança da direita nos próximos anos. O governador admitiu recentemente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que pode concorrer à Presidência da República em 2030. A declaração não foi recebida com preocupação por parte da direção do PL, embora tenha provocado incômodo entre aliados de Flávio.

Tarcísio volta ao radar do PL após falar em 2030
Antes de Jair Bolsonaro escolher o filho para disputar a Presidência em 2026, Tarcísio era considerado uma das alternativas para representar a direita na eleição. Depois, o governador apoiou a candidatura de Flávio, participou de atos de campanha e ajudou na preparação do senador para os debates.
A possibilidade de uma candidatura presidencial em 2030, porém, reacendeu as discussões sobre o espaço de Tarcísio no campo conservador. Aliados de Flávio interpretaram a declaração como uma antecipação da disputa pela sucessão presidencial, em um momento no qual o senador ainda tenta preservar sua influência na oposição.
Valdemar e Bolsonaro planejam reorganizar liderança do PL
Em outra frente, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e Jair Bolsonaro combinaram que vão definir juntos quem será a principal referência nacional do partido. A proposta, segundo a reportagem, é reservar a Flávio uma atuação como representante internacional da legenda, enquanto a direção organiza uma liderança no Brasil.
Valdemar e Jair se reuniram na quinta-feira (29), depois que Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do dirigente partidário ao ex-presidente, condenado no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.

O entendimento entre Valdemar e Bolsonaro, entretanto, não significa apoio irrestrito às iniciativas de Flávio. Segundo a CartaCapital, o presidente do PL não gostou da carta divulgada pelo senador, na qual ele reivindicou ser o líder do Brasil, e preferiu não aderir ao movimento.
A tentativa de reaproximação com Tarcísio indica que o PL já discute alternativas para reorganizar sua liderança e manter influência no cenário político nacional, mesmo diante das incertezas sobre o futuro de Flávio.




