STJ concede habeas corpus a MC Ryan SP e funkeiro deve ser solto

MC Ryan SP fumando
MC Ryan SP foi preso em Bertioga durante operação da Polícia Federal. Foto: reprodução/MC Ryan SP/Instagram

O Superior Tribunal de Justiça aceitou pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, preso durante operação da Polícia Federal que investiga lavagem de dinheiro. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado do artista na manhã desta quinta-feira (23).

STJ decide por liberdade de MC Ryan SP após questionamento da defesa

Segundo a defesa, a decisão foi tomada em caráter liminar e determinou a adoção de medidas para garantir a soltura dos investigados. As informações são da CNN Brasil.

“O escritório Cassimiro & Galhardo Advogados informa que, em razão de Habeas Corpus impetrado pela defesa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu decisão liminar reconhecendo a ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, determinando as providências necessárias ao imediato restabelecimento da liberdade.

A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo da prisão temporária”, diz a nota da defesa.

O cantor estava detido desde a última quarta-feira (15), após ser preso em Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral de São Paulo. Até o último sábado (18), ele permanecia na carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

De acordo com a investigação, o artista e outros nomes ligados ao setor de entretenimento e música integrariam um esquema de lavagem de dinheiro. Parte dos investigados teria ligação com o PCC.

Suposto líder do grupo

A Polícia Federal aponta Ryan Santana dos Santos como líder do grupo, que teria movimentado cerca de R$ 260 bilhões. Segundo as apurações, ele seria beneficiário da estrutura financeira e teria utilizado empresas do setor para misturar receitas com valores provenientes de apostas e rifas digitais.

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Os investigadores indicam ainda que houve transferência de participações para familiares e terceiros, com o objetivo de afastar a vinculação direta dos bens ao cantor. Os recursos teriam sido convertidos em imóveis, veículos, joias e outros ativos.

O nome de Rodrigo Morgado aparece como operador do grupo, descrito como responsável pela parte financeira. Ele foi preso em operação relacionada ao mesmo caso. Outro citado é Raphael Sousa Oliveira, dono da Choquei, ligado à divulgação de conteúdos e promoção de plataformas, segundo a Polícia Federal.

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Marco Antonio Costa

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