Entenda os termos da ligação entre o ex-presidente do BRB e o Banco Master

Fachada do BRB que tem envolvimento com o Banco Master
Sede do BRB em Brasília, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão em fases anteriores. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A prisão de Paulo Henrique Costa pela Polícia Federal na quinta-feira (16) expõe a estrutura de cooperação financeira entre a antiga gestão do BRB e o Banco Master. O elo central da Operação Compliance Zero baseia-se em transações de ativos, aportes de capital e influência em órgãos de governança para viabilizar negócios entre as duas instituições.

O fluxo financeiro e as carteiras de crédito originárias do Banco Master

A relação comercial entre as entidades intensificou-se nos últimos dois anos. Durante este período, 95% das carteiras de crédito compradas pelo Banco de Brasília foram originárias do Banco Master. A investigação aponta que Costa autorizou a aquisição de R$ 12 bilhões em ativos, mesmo com pareceres internos indicando que os documentos representavam carteiras fraudulentas. As informações são da CNN Brasil.

Em contrapartida, fundos de investimento ligados ao Banco Master injetaram cerca de R$ 1 bilhão em ações do BRB. Há indícios de que o ex-presidente tenha pressionado acionistas para que utilizassem capital vindo do próprio Master para realizar essas compras de papéis no mercado.

Propinas e a tentativa de fusão na Operação Compliance Zero

O inquérito indica que Paulo Henrique Costa teria recebido R$ 140 milhões de Daniel Vorcaro. O pagamento visava garantir a compra do Master pelo BRB, movimento que unificaria as operações. A transação, contudo, foi bloqueada pelo Banco Central (BC), que identificou riscos excessivos e falta de sustentabilidade no negócio.

Após o veto do BC e a deflagração da primeira fase da operação, o Banco Master sofreu intervenção com decreto de liquidação extrajudicial. Daniel Vorcaro foi preso na mesma época.

Posicionamento do ex-gestor

Em declarações dadas à Polícia Federal no fim de 2025, o ex-presidente admitiu a regularidade das compras mensais de crédito. No depoimento, Costa sustentou que “as inconsistências nas transações só ficaram claras para ele após as operações”, negando o conhecimento prévio sobre as irregularidades apontadas pelos investigadores.

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Marco Antonio Costa

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