Mais uma vítima do STF? Gilmar solicita a Moraes para investigar Zema no inquérito das fake news

Gilmar Mendes falando sbre inquérito das fake news
O ministro Gilmar Mendes, autor da notícia-crime encaminhada à relatoria de Alexandre de Moraes. Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes uma notícia-crime que solicita a investigação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). O magistrado requer que o político seja inserido no inquérito das fake news, processo que corre sob sigilo na Corte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu o material para análise e ainda não apresentou manifestação oficial.

De acordo com informações apuradas pela Gazeta do Povo, a petição de Mendes fundamenta-se em um vídeo compartilhado por Zema em redes sociais. A peça audiovisual utiliza bonecos para representar Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli em uma conversa fictícia. Na encenação, o personagem de Toffoli solicita a suspensão de deliberações da CPI do Crime Organizado, enquanto a figura de Mendes condiciona o atendimento à obtenção de cortesias em um resort.

Implicações de Romeu Zema no inquérito das fake news

O conteúdo faz alusão direta a um empreendimento hoteleiro no Paraná que pertence a Gilmar Mendes e familiares. A gravação sugere irregularidades em transações acionárias envolvendo fundos ligados ao setor bancário. No documento enviado a Moraes, o ministro afirma que a publicação atinge a honra individual e a imagem institucional do STF, utilizando tecnologias para criar falas irreais.

“Valendo-se de sofisticada edição profissional e de avançados mecanismos de ‘deep fake’, o vídeo emula vozes de ministros da Suprema Corte para travar diálogo que, além de inexistente, tem como claro intuito vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”

O texto jurídico ressalta que o alcance digital de Zema, que possui milhões de seguidores, potencializou o impacto das acusações. A defesa do ministro sustenta que a replicação em massa do vídeo ampliou os danos à credibilidade do Judiciário.

Conteúdo da série e declarações políticas

Ainda conforme a Gazeta do Povo, a mídia faz parte de uma produção denominada “Os Intocáveis”. A série questiona decisões do tribunal, especificamente a anulação de atos da CPI do Crime Organizado que envolviam empresas relacionadas à família de Toffoli. O material também menciona suspeitas de movimentações financeiras e vínculos com organizações criminosas.

Zema tem mantido uma postura de confronto direto com o STF. Em eventos públicos, o ex-governador defendeu que magistrados devem responder legalmente por seus atos, chegando a mencionar penas de detenção para membros da Corte.

“O Brasil não aguenta mais essa farra dos intocáveis, daqueles que estão lá em Brasília e se consideram acima de todas as leis. Não vamos nos vergar, não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo. Vamos estar aqui quantas vezes forem necessárias”

A continuidade do procedimento investigativo está condicionada ao parecer da PGR, que detém a prerrogativa de solicitar o arquivamento do caso ou o início das diligências.

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Marco Antonio Costa

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